A época mais aguardada do ano no Canadá é o verão. Depois de seis meses de frio (contei aqui como foi o inverno), ninguém aguenta mais usar casacão, bota e tudo o que quer é botar as pernas de fora de uma vez e poder sair de chinelinho por aí.
Lógico que eu jamais esperei pela chegada do verão. Vim pra cá pra fugir do calor mesmo e fui desanimando assim que começaram os primeiros dias fazendo 30 graus. Como não dá pra vencer o calor – e a gente precisa morrer sufocado no metrô de toda forma -, fui comprar meu guarda-roupa verão. Shorts, saias, regatinhas e um cardigã curtinho, finíssimo e de manguinha 3/4, só pra dar um charme.
Foi quando, ao lado dos amigos Sara e Nyelsen, que vieram passar as férias aqui com a gente, descobri que Montreal está fervendo com liquidações. Comprei camisetinhas a 2 dólares, shortinhos a 8, tudo lindo e coloridíssimo. A galera passa metade do ano usando preto, então ama um néon uma hora dessa. Uma coisa legal que rola é a venda de calçada, com araras do lado de fora das lojas, tudo muito barato mesmo. Tipo blazer da American Apparel por 10 dólares.
Como eu senti falta de usar decote! Mas, gente, não dá pra não usar. O calor é tão grande que a galera só quer saber de usar pouca roupa e se refrescar de qualquer forma. A mais comum é com um copo na mão. No inverno, são cafés, lattes, chocolates quentes e chás; no verão são limonadas, smoothies, sucos, chás gelados, sorvete.
Não pode beber na rua, mas, em casa, a gente faz drinks tropicais no copo de conserva. O shortinho é da Sara e foi 8 dólares na Old Navy
Quando nada disso dá vencimento, uma passada na Place des Arts é providencial. É que lá tem umas fontes interativas, com a água saindo do chão, e todo mundo toma banho! (Em Fortaleza, tem uma fonte interativa na praça Luíza Távora). As crianças vão de roupa de banho e se divertem entre os jatos de água. Os adultos passam de roupa mesmo, só pra se molhar um pouquinho. Pra mim, fazer isso foi libertador e uma delícia!
Place des Arts: tem show e tem fonte
Logo depois, deitamos numa toalhinha de piquenique e ficamos no gramado, que tava na sombra. Deu até pra tirar um cochilo. Qualidade de vida é isso aí. E nem precisa estar de férias pra curtir isso. O sol se põe depois das 21h, e todo mundo trabalha até das 17h. Ou seja, ainda tem um looongo tempo de sol.
Quem tem vergonha de se molhar na praça pode sempre usar as piscinas públicas que rolam em cada bairro. No inverno, elas são aquecidas, então dá pra usar o ano inteiro. Outra opção é a praia artificial do parque Jean Drapeau, a Plage de l’Horloge, que tem uma areia bizarra, cadeirinhas com guarda-sóis lindos e água congelante. Pra entrar precisa pagar ingresso, hehe.
Diversão e arte ao ar livre. Instalações são sempre interativas, como a cadeira gigante no verão e os 21 balanços na parada de ônibus na primavera
Para além do calor, o verão é a época de relevar tudo e aproveitar os festivais. Montreal tem praticamente um a cada semana, às vezes mais de um rolando ao mesmo tempo. Semana passada, teve o festival de jazz, com dois palcos grátis e teatros e bares com programação paga. Semana que vem tem o Just for Laughs, de humor.
Shows do Belle and Sebastian e do She & Him no Jazz Festival
Todos os fins de semana de julho tem o Week-ends du Monde, com festas e comidinhas de vários países diferentes (no último vai rolar o Carnaval Brasileiro). E até agosto ainda vão rolar o festival de circo, a festa das crianças, o festival indie Osheaga, o metaleiro Heavy Montreal… E isso é só o que eu tô lembrando agora!
Verão, você não foi desejado, mas, com certeza, está sendo muito bem aproveitado!
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